sábado, 10 de março de 2012
Ecce homo!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Análise sobre o filme Lunar (Moon, Duncan Jones)
Daniel Laguna
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Hear me out.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A escola está morta.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Síndrome dos vinte e poucos anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que nao quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele.
Parece que foi ontem que tínhamos 16... Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?! FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE! ' A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego...'
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
The Slice of Life
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
LOJAS AMERICANAS NUNCA MAIS!
Isso me lembrou muito Marx e sua ideia de "mais-valia".
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dezembro
sábado, 29 de outubro de 2011
À XFX - Lá vamos nós outra vez...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
You should have killed me when you had the chance
But if you call my name, just know that I'll come running
For one more night, to spare with you
This is where I'm meant to be; please don't leave me...
Desde quando o desemprego é um problema?
Por Douglas Rushkoff
O escritor Douglas Rushkoff defende que a tecnologia deve nos libertar do fantasma do emprego, um conceito relativamente novo, mas visto como imutável pelo mundo atual
O serviço de correio dos Estados Unidos parece ser a mais recente baixa na lenta – mas consistente – substituição de mão de obra humana por tecnologia digital.
A menos que apareça uma fonte de financiamento externo, o serviço postal terá de reduzir drasticamente suas operações ou simplesmente encerrar suas atividades. Isso significaria 600 mil desempregados e outros 480 mil pensionistas enfrentando um ajuste nos termos.
Podemos culpar a direita de tentar solapar o trabalho ou a esquerda de tentar preservar sindicatos em face dos cortes de governo e corporações.
Mas o verdadeiro culpado – ao menos no caso do correio – é o e-mail. As pessoas estão enviando 22% menos peças postais do que quatro anos atrás. Estão deixando de lado envelopes e selos e dando preferência para o pagamentos de conta eletrônicos e outros meios de comunicação permitidos pela internet.
As novas tecnologias estão causando grandes estragos nas cifras de emprego – dos sistemas de cobrança eletrônica de pedágio a automóveis sem motoristas controlados pelo Google, que tornam os taxistas obsoletos.
Cada novo programa de computador está basicamente fazendo alguma tarefa que antes era o trabalho de uma ou mais pessoas. Com o agravante de que o computador, em geral, faz isso com maior rapidez, maior precisão, por menos dinheiro e sem nenhum custo de assistência médica.
Gostamos de acreditar que a resposta apropriada é treinar as pessoas para trabalhos de níveis mais elevados. Em vez de coletar pedágios, o trabalhador treinado ajustará e programará robôs coletores de pedágio. Mas as coisas não funcionam realmente assim, já que não são necessárias tantas pessoas quanto as que os robôs substituem.
E aí o presidente Obama vai à televisão nos dizer que a grande questão de nosso tempo é empregos, empregos, empregos – como se a razão para construir ferrovias de alta velocidade e consertar pontes fosse recolocar pessoas no mercado de trabalho. Vejo algo de retrógrado nessa lógica. E me pergunto se não estaremos aceitando uma premissa que merecia ser questionada.
Temo até fazer essa pergunta, mas desde quando o desemprego é um problema de fato? Entendo que todos queremos pagamentos – ou ao menos dinheiro. Queremos comida, moradia, roupas e tudo que o dinheiro compra. Mas será que todos queremos realmente empregos?
Estamos vivendo em uma economia na qual o objetivo não é mais a produtividade, mas o emprego. Isso porque, em um nível muito fundamental, temos quase tudo de que precisamos.
Os Estados Unidos são tão produtivos que poderiam provavelmente abrigar, alimentar, educar e até prover assistência médica para toda sua população com apenas uma fração de nós realmente trabalhando.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é produzido alimento suficiente para prover todas as pessoas do mundo com 2.720 quilocalorias por pessoa por dia. E isso mesmo depois de os EUA se desfazerem de milhares de toneladas de colheitas e laticínios só para manter altos os preços do mercado. Enquanto isso, bancos americanos sobrecarregados de propriedades reavidas por execução hipotecária estão demolindo casas vazias para retirá-las de seus livros.
Nosso problema não é que não temos o suficiente – e sim que não temos maneiras suficientes para as pessoas trabalharem e provarem que merecem o que querem.
O emprego, enquanto tal, é um conceito relativamente novo. As pessoas podem ter sempre trabalhado, mas até o advento da corporação, nos princípios da Renascença, a maioria delas simplesmente trabalhava para si.
As pessoas faziam sapatos, criavam galinhas ou criavam valor de alguma forma para outras pessoas, que depois trocavam, ou pagavam por esses bens e serviços. Até o fim da Idade Média, a maior parte da população da Europa prosperava assim.
Os únicos que perdiam riqueza eram os membros da aristocracia que dependiam de seus títulos para extrair dinheiro dos que trabalhavam. E foi assim que eles inventaram o monopólio constituído.
Por lei, as pequenas empresas na maioria das principais indústrias foram fechadas e as pessoas tiveram que trabalhar para corporações oficialmente autorizadas. Dali em diante, para a maioria de nós, trabalhar veio a significar obter um “emprego”.
A Era Industrial significou, em grande medida, tornar esses empregos o mais subalternos e menos especializados possível.
Tecnologias como a linha de montagem foram menos importantes para acelerar a produção do que para torná-la mais barata – e tornar os trabalhadores mais substituíveis. Agora que vivemos na era digital, estamos usando a tecnologia da mesma maneira: para aumentar a eficiência, demitir mais gente e aumentar os lucros corporativos.
Embora isso seja certamente ruim para trabalhadores e sindicatos, devo considerar: até que ponto é realmente ruim para as pessoas? Afinal, não é essa a razão de toda aquela tecnologia?
A pergunta que precisamos começar a nos fazer não é como empregar todas as pessoas que são tornadas obsoletas pela tecnologia, mas como podemos organizar uma sociedade em torno de outra coisa que não o emprego.
Poderia o espírito de empresa que atualmente associamos a “carreira” ser deslocado para algo mais cooperativo, mais intencional e significativo?
Em vez disso, tentamos usar a lógica de mercado escasso para negociar coisas que são realmente abundantes. O que nos falta não é emprego, mas uma maneira de distribuir justamente a abundância que geramos com nossas tecnologias, e uma maneira de criar significado num mundo que produz coisas demais.
A resposta comunista para essa questão era apenas distribuir tudo equitativamente. Mas isso solapou a motivação e nunca funcionou como diziam. A resposta oposta, libertária (e o caminho para a qual parecemos estar indo hoje) seria deixar os que não conseguem capitalizar a abundância simplesmente sofrerem. Cortar os serviços sociais junto de seus empregos e esperar que eles desapareçam ao longe.
Outra via. Mas ainda poderia haver uma outra possibilidade – algo que realmente não poderíamos imaginar para nós até a era digital. Como um pioneiro da realidade virtual, o músico e cientista da computação Jaron Lanier, assinalou recentemente que não precisamos mais de coisas para ganhar dinheiro. Podemos trocar produtos baseados em informação.
Começamos aceitando que comida e moradia são direitos humanos básicos. O trabalho que fazemos – o valor que criamos – é para o resto do que queremos: todas as coisas que tornam a vida divertida.
Esse tipo de trabalho não é tanto emprego quanto atividade criativa. Diferentemente do emprego na Era Industrial, a produção digital pode ser feita em casa, de forma independente, e mesmo em trocas de par para par sem passar pelas grandes corporações.
Podemos fazer jogos uns para os outros, escrever livros, resolver problemas, educar e nos inspirar mutuamente – tudo em bits em vez de coisas. E podemos nos pagar mutuamente usando o mesmo dinheiro que usamos para comprar coisas reais.
Por enquanto, no momento em que enfrentamos o que parece ser uma crise econômica global destruindo alimentos e demolindo casas, poderíamos parar de pensar em empregos como o principal aspecto de nossas vidas que queremos salvar.
Eles podem ser um meio, mas não são os fins.
DOUGLAS RUSHKOFF é teórico de mídia e autor de vários livros. Program or Be Programmed: Ten Commands for a Digital Age é o mais recente deles
TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
sábado, 15 de outubro de 2011
Trezentos miligramas.
Depois teve uma discussão idiota entre os nossos conhecidos e miou o rolé. Fomos com eles até a brigadeiro, onde eles seguiram em direção ao Paraiso.
Eu e o Fab fomos ao Extra. Quando chegamos lá tinha uns skins bem de longe. Acho que era meu amigo Martin, mas não fui cumprimentar pq não tive certeza. Ele comprou uma pringles e um ruffles e eu duas sukitas pra misturar com vodka.
Na saída do extra trombamos três manos que pediram gole do nosso goró e deram smirnoff ice pra gente.
Trocamos ideia com eles sobre Vampiro A Mascara (jogo rpg de mesa que eu amo) até a av paulista.
Eu e o faa fomos até o PA da ana rosa, e ficamos lá sentados um pouco bebendo. Ele tava morto e deciciu ir pra casa. Acompanhei ele até a vila mariana e depois voltei andando.
Fui ouvindo um som e cantando e bebi o goró inteiro. Trombei um cara que eu já tive treta, cumprimentei ele e troquei ideia um pouco.
Fiquei tetra ultra bêbado e pulei o muro da casa do meu amigo Rafael Mestriner e dormi na garagem.
Tomei chuva das 13h>14h indo pro ponto de onibus pra ir pra casa da minha vó. Mesmo eu estando um lixo parecido com um psicopata, uma senhora bem velhinha conversou comigo no ponto. Ela chamou um táxi para leva-la até o Extra da brigadeiro e me deixou na porta da casa da minha vó. Fiquei sei lá, espantado com isso.
FIM DO ROLÉ DE ONTEM. Já encontrei o Laguna perdido...
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Tenho uma ideia para ganharmos dinheiro...
30/06/2011 02:47:50 Daniel: qual?
30/06/2011 02:48:38 Leonardo: Eu te encontro na sua casa, vc tranca um comodo qualquer. Contratamos uma babá e dizemos que a criança está no comodo trancado e nao deve ser incomodada pq esta dormindo. Ai saimos.
30/06/2011 02:48:56 Leonardo: Voltamos uma hora depois, abrimos a porta e gritamos "Onde esta meu irmaozinho cacçula??"
30/06/2011 02:49:03 Leonardo: chamamos a polica e processamos ela
30/06/2011 02:49:16 Leonardo: podemos ganhar uma indenizaçao e ate um irmaozinho
.
..
...
HAHAHAHAHAHA To rindo non-stop PQPQPQP-!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Cristóvam Buarque IMMORTAL!!
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr..Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.
Por Marcelo Bastos, via Facebook.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Personagens.


sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
11 rounds, vinte anos depois...

Era uma noite muita fria, com temperatura beirando o zero, no dia 28 de fevereiro de 1991. Acabara de passar pelo controle médico e pesagem oficial: 95kg. Sentado no sofá no hotel onde estava hospedado em Milão, Itália, ao lado do presidente Ennio Falsoni, perguntei sobre o evento e sobre o que achava de qual seria o resultado, como seria a luta contra o francês Phellip Coutelas, o atual campeão. Falsoni, ao ver meu peso disse: "você é muito leve para ele, mas pode surpreendê-lo, como fez a mim mesmo na conquista do Europeu". Falsoni se referia à conquista da medalha de ouro no Campeonato Europeu de Madri, em novembro de 1990, quando venci quatro adversários europeus de primeira linha, inclusive o bielorrusso Igor Sharapov, e ganhei o título no Full Contact + 91kg.
Ele sabia, tanto quanto eu, que aquela era a minha oportunidade, a oportunidade de um país como o Brasil, que naquele momento não fazia parte do cenário esportivo do KickBoxing mundial, entrar para a história. Depois da vitória em Madri (ESP), recebi a proposta da luta, voltei ao Brasil, tracei meus objetivos, programei meus treinos e trabalhei como nunca. Foram três meses de treinos em três períodos. Sabia que ele era mais forte, mas eu era mais rápido e tinha de levar a estratégia de luta para esse caminho. Fazia musculação pela manhã, corria 45' as 12h00, na pista do Museu do Ipiranga, em baixo de um sol escaldante do verão paulista de dezembro, janeiro e fevereiro, treino tático/técnico à noite, incluindo saco, sparring e escola.
No saguão do hotel eu via o movimento dos atletas e técnicos e pensava: "estou no lugar certo e na hora certa. Ninguém me tira daqui, nunca mais".
Na manhã seguinte levantei cedo, passei o dia tranquilo, pois apesar da responsabilidade do evento, eu havia me preparado muito bem e sabia disso. Almocei pouco e comi um pequeno lanche à tarde, antes de ir para o ginásio, para estar com fome no ringue, lutar leve, com fome, como de costume. Assisti uma ou duas preliminares e fui para o vestiário. Preparei minha mão, fiquei de sunga (vermelha é lógico) e comecei o aquecimento e entrei na luta. Desliguei-me completamente do que acontecia no ginásio, no vestiário, ao meu redor. Já estava na luta. Estava pronto e ela veio.
Começamos se estudando um pouco, mas logo Coutellas tomou a iniciativa, como eu esperava. Dominou o centro do ringue e atacou, atacou e atacou. Só que eu me mexia muito, girava a seu redor e contra golpeava na proporção de 01 para 04 ou 05 golpes. Assim foi durante todos os 11 rounds que durou a luta, um número ímpar naqueles tempos.
No intervalo do sexto para o sétimo, meu amigo Bruno Campiglia, que me auxiliava junto com meu quase irmão Paolo Liberati, ambos da seleção italiana, pediu: "você está desferindo muitos golpes, não precisa tanto". Eu pensei: "por quê? Estou me sentindo bem e se parar ele me atropela. Vou é intensificar o ritmo".
No sétimo tive a luta na mão. Encaixei bons golpes e um upper na testa, que o abriu e fez sangrar acima do olho esquerdo. Ele sentiu, absorveu e voltou firme. Continuei me impondo na tática, e no último round um sequência de chutes, finalizando com uma giratória saltada (foi capa da algumas revistas europeias na época), não deixou dúvidas de que venceria por pontos. O resultado, 2 a 1, lógico já que em um dos cantos estava o francês Eric Lequerc, me deu o título, a consagração de um trabalho, o fim de uma era na Europa e o início de um trabalho pelo esporte no Brasil, abrindo fronteiras e popularizando o esporte. Uma era de títulos que durou desde aquela saudosa noite, até 25 de novembro de 2001, quando nos ringues do Mundial de Blegrado, ainda Iugoslávia, me despedi como campeão Mundial, ostentando o título por exatos 10 anos, 08 meses e 24 dias.
Na volta, já no aeroporto de Internacional de Cumbica, uma enorme comitiva me esperava, minha família, esposa e filhos, alunos, amigos e simpatizantes, mostrava que o título mundial era grande, muito grande.
Implantei o esporte no Brasil, multipliquei os praticantes e professores, veio o contrato com a TV Bandeirantes, a transmissão ao vivo da revanche contra Coutellas, na qual venci por KO no sétimo round, e várias outras defesas, disputas e eventos, e mais muito mais. Mas isso é história para outra oportunidade.
Encerro essa ‘Palavra do Presidente’ com uma reverência ao atleta e amigo Phellip Coutelas, campeão mundial amador na edição de Mestre de Venezia, em 1990, e morto em 2007, ainda muito jovem. Venceu muitas batalhas, perpetuou seu nome no esporte, foi exemplo para muitos.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Morcegos no deserto.
voam em disparada de um lado para o outro perdidos, cegos e com fome.
A natureza se faz presente em todo lugar.
Morcegos vampiros não nasceram para voar em dunas de areia e nem mesmo receber a luz do sol por muito tempo.
Cansados, famintos e solitários, ficam na esperança de achar logo um lugar para repousar.
Todo homem passa por isso um dia.
Alguns morrem a procura do lar.
Outros se adaptam como podem.
Outros utilizam da sua força de espírito e esperança de que o dia seguinte será melhor.
Não fique esperando respostas que nunca serão respondidas.
Nunca fique parado esperando que alguém lhe indique o caminho.
Voe sempre, voe para longe.
Não importa o quanto este momento é doloroso.
Quanto mais rápido você voar,
mais rápido alcançará seu destino e esquecerá o que passou.
Apenas guarde este momento na lembrança para não errar o caminho novamente.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Trilha sonora para o Petrus.
Berserk Soundtrack - Waiting so long
Rosie And Me - Old folks
Rosie And Me - Telescopes
Rosie And Me - Come back
Dance of Days - Quando o veneno sobe a lança
A Day To Remember - You should have killed me when you had the chance
A Day To Remember - You had me at hello
Daysleepers, The - Release the kraken
Devlins, The - There is a light
Envydust - Por não entender
Frames, The - Seven day mile
In this moment - Forever
Kills, The - Last day of magic
Placebo - Song to say goodbye
Ray LaMontagne - Sarah
Regina Spektor - Samson
Silverstein - Giving Up
Silverstein - Wish I could forget you
Já nas bancas.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Parabéns Alunos KickBoxing
Venho através deste parabenizalos pelo exame de graduação, onde todos puderam se superar mais uma vez!
É isso que espero e acredito poder fazer ficar cada dia mais forte dentro de voces, o Espirito de Companheirismo e de Luta, de não desistir de querer alguma coisa de literalmente lutar por aquilo que voces realmente querem.
Foi muito bom!
Parabéns a todos e que tenham uma ótima semana.
Até terça feira
Abraços
Att
prof. Christian
A moment suspended in time
I kissed her oh, I kissed her
That dream was dear
But it's not a good day for loving her
No it's not a good day for loving her
It's no good day for love
But I wish I could kiss her once more.
*-*
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Minha Agenda telefônica
Hoje, fico meio confuso mexendo nisso. Parece algo... novo.
-Adrian Una : 9572 7829
-Alexandre Branco : 5575 0086 (Vila Mariana) - 37465789 (Morumbi)
-Aline : 6706 6768
-Amanda : 6975 3543
-Camila: 9370 6018
-Claudio: 6322 9072
-Fernanda Ploc!: 7134 4928
-Fernando: 6125 6688
-Gabyy: 8161 2553
-Gaw: 7671 4381
-Gel: 6771 6838
-Gio: 7986 5477
-HSBC: 5904 6700
-Jaqueline, vizinha: 6691 3021
-Jonas Brother: 8794 4132
-Ju Morango: 6242 1636
-Kasays: 7136 8549
-Leonardo: 5084 2088
-Lelicia: 8651 4165
-Magoo: 8089 3389
-Marcos Mks: 6880 8542
-Martini: 9563 7627
-Nadine: 8619 8032
-Nadine: 3449 0861
-Pezão: 8737 5276
-Rafael: 8698 2148
-Rodolfo: 8958 2594
-Stanley: 9517 5121
-Talita: 8050 5118
-Táxi Dirceu: 8544 2058
-Wel: 8074 1279
-Wesley Leal: 6618 3821
-Yorun: 7696 0843
Começando por: Minha Agenda Telefônica
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Cartão de Crédito
E essa é minha primeira conta (vulgarmente chamada de "fatura") do cartão de crédito:
| DANIEL C S LAGUNA | |
| Despesas/Débitos |
| Data | Descrição | Valor R$ | Valor US$ |
| 19/09/2010 | ESFIHA CHIC SAO PAULO BR | 6,38 | 0,00 |
| 19/09/2010 | COMPREBEM LJ 1863 SAO PAULO BR | 9,02 | 0,00 |
| 19/09/2010 | MC DONALDS ACL SAO PAULO BR | 10,00 | 0,00 |
| 20/09/2010 | SAQUE BCO24H 0010760 | 20,00 | 0,00 |
| 20/09/2010 | TARIFA S/ SAQUE TECBAN | 8,00 | 0,00 |
| 20/09/2010 | IOF ADICIONAL SOBRE SAQUE NACIONAL | 0,07 | 0,00 |
| 28/09/2010 | SUPERMERCADO HIROTA SAO PAULO BR | 27,84 | 0,00 |
| 10/10/2010 | UMARE SAO PAULO BR | 81,95 | 0,00 |
| Sub-total Despesas/Débitos | 163,26 | 0,00 | |
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Daniel C S Laguna...
Análise: Indica que você visa equilibrio entre rendimento e crescimento, com risco moderado de oscilação. Aceita uma maior exposição a riscos, em busca de ganhos adicionais a médio e longo prazos. As carteiras balanceadas deste investidor não possuem restrições e se destacam por diversificação, tanto em termos de mercado quanto em classes de ativos.
Fonte: Banco HSBC
lol
sábado, 14 de agosto de 2010
Mo-mo-monster Combo
Esse seu papo, para mim é coisa de adolescente revoltado que vai na balada e volta sem beijar ninguem e acha que nenhuma mulher presta e que ele não pega ninguem por que é feio, beleza e forma fisica não conquistam todas as mulheres, boa cabeça e confiança no seu taco funciona com uma grande parte do mulherio.
As vezes o dinheiro também dá um jeito nisso, mas não são todas as mulheres que são assim e com algumas até surge o efeito contrário.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Descoberta de hoje :
- Cara... eu faço perguntas REALMENTE idiotas.
Me sinto tão babaca as vezes.
Velhos amigos...
William Francis: super
eu: ae
melhorando...
e
Enviada às 23:46 de terça-feira
William Francis: melhorando,
eu: pois
onde
William Francis: pq
eu: Eu
William Francis: Mas
eu: Na
Enviada às 23:54 de terça-feira
William Francis: entendo!
Enviada às 23:56 de terça-feira
eu: Legal,
Enviada às 23:57 de terça-feira
William Francis: eu
Enviada às 23:59 de terça-feira
eu: Cara,
Quando
William Francis: por
Enviada às 00:03 de quarta-feira
eu: Por
Cara,
William Francis: faiz
Enviada às 00:07 de quarta-feira
William Francis: aí
Enviada às 00:08 de quarta-feira
eu: Perfeito
E
William Francis: nada
Enviada às 00:11 de quarta-feira
William Francis: falow
Enviada às 00:18 de quarta-feira
eu: Haha,
Espero
Saudades.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
06 de Agosto, Sexta-Feira. Meu aniversário.
Pois é... mas, não tenho muito o que comemorar, por causa dos acontecimentos que se sucederam até o presente momento.
É tão amargo, sabe? Cara, é meu aniversário! E numa sexta-feira! Eu esperei SETE ANOS por isso.
E agora, está tão perto... e a cada momento que se aproxima, eu me sinto mais sozinho.
Como tudo pode ser destruído dessa maneira!?
Eu me sinto só.
Fiz uma lista na minha mente de tudo o que poderia me acontecer, para enfrentar esse final de semana maldito. Tem muitas outras coisas também, qualquer gesto simples já me deixa contente!
- Luvas de boxe
- Aparadores de golpes (manoplas)
- Flor
- Bouquet de flores
- Camiseta
- Camisa para o trabalho
- Bolo
- Bola de futebol
- Um abraço e discurso dizendo várias coisas sobre mim... não me importa se são boas ou ruins
- Dose de tequila (não precisa necessariamente ser no corpo da Eva Mendes, rs)
- Dose de absinto
- Dose de montilla com alguma coisa
- Dose de contini
- Dose de vodka
- Dose de alguma bebida que nunca bebi
- Um "vamos ao TGI Fridays??"
- Beijo
- Carinho nos meus cabelos (essa é também para os amigos. eu gosto viu!)
- Ouvir alguém cantar alguma música que eu gosto muito
- Ir à um motel
- Ir ao camping
- Ir à Santos
- Ir ao pico do jaraguá
- Ir ao Parque Vila Lobos
- Ir à casa de alguém
- Não presenciar nenhuma briga ou discussão
- Ganhar um abraço
- Ganhar um beijo
- Desenhos em meus braços ou minhas costas
- Ganhar qualquer coisa numa embalagem de presente (não precisa necessariamente ser a Eva Mendes, rs)
- Ter alguém bem chato me enxendo o saco o dia inteiro porque quer atenção (menos os meus clientes)
- Não trabalhar e ir à Santos e voltar
- Ganhar um chiclete muito gostoso que eu não como
- Receber ligações (menos de meus clientes)
- Receber uma ligação do meu chefe desejando feliz aniversário
- Não faça muito frio
- Ganhar um abraço bem forte
- Ser importante e bom para alguém
- Alguém me buscar no colégio
- Ser acordado de surpresa
- Receber uma mensagem no celular (que seja feliz.. e não me mandando ir ficar com fulana ou ciclana, dizendo que eu não mudo, que sou um fracasso, que neguinho morreu, que estão desmarcando xis-coisa, que neguinho morreu, etc.)
- Uma carta (que não seja de intimação ou de alguém dizendo que vai me largar pra sempre)
- Alguém querendo comprar meu pc
- Um abraço
-Ir ao Hopi Hari
-Entrar no mar e correr pelado (adoro isso)
-Ir à Avenida Paulista
-Comer a pipoca do Cinemark com manteiga
-Ir ao cinema
-Um cãozinho. Bem pequeno!
Porém, meu desejo primordial não será realizado "/
É isso aí...
domingo, 1 de agosto de 2010
Coragem
- Amor, ouça, esse cara é um prisioneiro, olhe suas roupas! Ele provavelmente passou muito tempo na prisão e há anos não vê uma mulher, por isso te beijou a nuca. Se ele quiser sexo, não resista não reclame, apenas faça o que ele mandar, dê prazer a ele para que ele se satisfaça e vá embora nos deixando vivos. Esse cara deve ser perigoso, se ele se zangar, nos mata. Seja forte, amor, eu te amo!
E a mulher respondeu:
- Estou feliz que você pense assim. Com certeza ele não vê uma mulher há anos, mas ele não estava beijando minha nuca. Ele estava cochichando em meu ouvido. Ele me falou que te achou muito sexy e gostoso e perguntou se temos vaselina no banheiro. Seja forte, amor. Eu também te amo…
Moral da história:
PEDIR CORAGEM AOS OUTROS É FÁCIL!